Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for October, 2003


Castro Daire

Só neste país

Abaixo o Estado porque é mau!
Eh eh eh!

Deus em casa

Ele: Será que um agnóstico tem alma?
Ela: Tem pois! Ele acredita em ti.

Às vezes penso se não terei sido demasiado interesseiro quando me casei 🙂

Assobiando para o ar… (A Sondagem)

Será que finalmente o PS vai abrir os olhos e perceber que a tese da cabala não convence ninguém e que o País necessíta que algo mude naquele partido?
Se não querem ouvir os comentadores, ao menos ouçam aqueles a quem querem pedir os votos nas próximas eleições!

in Janela Para o Rio

E ainda

Enquanto o futuro de Paulo Pedroso não estiver decidido de uma vez por todas, este será muito provavelmente o ciclo que se irá repetir nos próximos meses.
In Bloguítica

Acho que a sensação de vazio político na área que me é mais próxima é tanta que eu tentei compensar as lacunas alargando o espaço para a política no Adufe. Freud explica… Está muito sério como me disse ontem a Catarina.
Desconfio que vá continuar, mas não nos próximos dias.
Fiquem-se com a frase do Nuno e do Paulo que eu vou-me aventurar na estrada.
Se tudo correr bem regresso ao final de Domingo.

O Almeida

É muito raro comprar dois jornais mas hoje calhou.
Pedi o Público e enquanto esperava reparei que o Diário de Notícias trazia a edição anual do DN 1000 Maiores.
Qual é a história?
A história é que quando vinha a passar junto ao Técnico e distraidamente avaliava os danos do temporal, saltitando por entre destroços de árvores, fui interpelado pelo Almeida de serviço.
No início não o entendi apenas o vi olhando para os jornais que eu trazia debaixo do braço.
Perguntava-me se já os tinha lido. Expliquei-lhe que os havia acabado de comprar, mas ele insistiu, “Então e não me dispensa um?”
Feito parvo dei-lhe um euro que ele agradeceu e segui caminho. Passados 10 segundos voltei para tráS pedi-lhe desculpa (e o euro de volta – sou fã do Tio Patinhas o que é que querem) e disse-lhe para escolher o jornal. O senhor alegremente me devolveu a moeda (muito mais alegremente do que a tinha recebido) e escolheu o Diário de Notícias.
São assim os equilíbrios do mundo. Fiquei com a sensação de ter estado à beira de perder a alma…

Edição Extra!!

Passa-se algo muito estranho aqui na Alameda Afonso Henriques

Comunicação

O Gabriel deu-me o devido troco no Cidadão Livre.
Nos próximos dias não poderei prosseguir o debate mas talvez haja oportunidade para a semana. Entretanto se o assunto vos interessa não deixem de ler a resposta a este texto.

A Memória

Andei vagueando no sotão do meu computador.
É lá que recupero pedaços da minha memória secreta que aos poucos aqui se publica.
Sei que preciso alimentar a minha memória secreta (espero que não à custa do Adufe) mas hoje recordo-me há oito anos num pequeno proto post de que ainda gosto.
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Sob o signo do simbólico
Auscultadores sem fios
A Dupla Vida de Verorica Uma vez chorei ao ver um filme. Lembro-me de querer chorar convulsivamente. Vi o filme sozinho, na minha televisão.
No dia seguinte disse a um amigo que me tinha apaixonado por uma actriz. Hoje, sei que me havia apaixonado pela história e pelo filme. Senti-me feliz e incrivelmente livre pela surpresa das minhas sensações. Amei quem soube contar a história. Recontou-a e voltei a chorar. Às vezes quero ser a árvore viva da última cena.
«O dia 23 de Novembro de 1996 foi o mais importante das vidas delas. Foi nesse dia que, às 3 da manhã, as duas nasceram em cidades diferentes, em dois continentes diferentes. As duas tinham cabelos escuros e olhos castanho-esverdeados.
Quando tinham dois anos e já andavam, uma queimou-se ao tocar no forno. Alguns dias mais tarde, a outra aproximou também o dedo a um forno mas retirou-o no último momento. E não podia saber que se ia queimar.
– Gostas?
– Podia chamar-lhe “A vida dupla de…â€?. Não sei que nomes lhes vou dar.»
Um dia, talvez em Cracóvia, tirarei fotografias.

Nota: Excerto e alusões incidentais ao filme “ A vida dupla de Veroniqueâ€? do Realizador Krzysztof Kieslowski.

Era suposto…

Há dias tortos, hoje foi um deles.
Cheio de curvas, de momentos bons e maus, mas mesmo bons e mesmo maus. Dias abruptos.
Gostei muito do Encontro Informal de Blogues. Tive prazer em ver, ouvir e participar. Infelizmente não pude ficar até ao fim…
E nem meia hora tinha passado desde o momento em que saí do Encontro e já me pareceu ver um blogger no meio da rua. Um daqueles que tinha acabado de conhecer. Lá ia ele no Arco Cego com a sua namorada num mundo bem real de chuva, engarrafamentos e nervos.

Eu devia estar em Sintra a esta hora. Em vez disso estou à vista da fonte luminosa preparando um jantar de emergência e debitando entrelinhas nesta folha. Há momentos mesmo maus, mas esses não são para aqui chamados.

A qualidade do jornalismo

Ora desgarrados, ora em polémicas organizadas, as reflexões sobre a comunicação social vão-se sucedendo na blogo-esfera.
A Gin sente-se incomodada com o jornalismo que temos; em média é suficientemente mau para concordar com o impedimento do acesso da imprensa a um julgamento.

A propósito…
Eu gostava da TSF porque sendo uma empresa privada encarnava boa parte da definição de serviço público em rádio.
Deu cursos de formação e conseguiu formar jornalistas espectaculares, assumiu a informação como prioridade. Investiu forte e aguentou-se, deu lucro, tinha tudo para continuar a servir de referência, para ser um viveiro de bons jornalistas…
Abriu antena a novos comentadores. Recriou a rádio em directo, deu voz política aos ouvintes demonstrando que isso poderia ser feito sem comprometer a emissão, apostando sempre em alguma pedagogia pela boa educação sem paternalismos.
Em vários períodos (ou pelo menos a partir do anoitecer) oferecia um outro serviço de difusão de novos sons e ambientes tendo durante muitos anos cativado vários tipos de ouvintes. Do (por vezes) humilde taxista ao mais intelectual dos intelectuais.
Hoje sinto que se perdeu muito e continua a perder-se a cada noticiário esforçado, a cada Idade da Inocência, a cada fim de semana que se passa sem a �ntima Fracção, sem o Carlos Amaral Dias, sem o flashback, sem os sons do mundo traZidos pelo Mário Dias, a cada nova hora em que o Anibal Cabrita se submete à playlist desencantada.

Porque é que gostávamos da TSF? Continuo a recolher contribuições. Daqui a uns dias tentarei fazer uma síntese ou dar destaque aos contributos recolhidos. Já há alguns aqui.
Hoje, tenho de concordar com o Rui do Bisturi: se quero noticiários abrangentes – com mais do que cinco ou seis notícias, com uma equipa de jornalistas capaz de dar resposta em qualidade e quantidade ao “ir ao fim da rua, ir ao fim do mundoâ€? – se quero ouvir música portuguesa, se quero alguma sobriedade de emissão, só vejo na Antena 1 (uma rádio pública) uma aproximação àquilo que me faz falta e que me atrevo a dizer, nos faz falta.