Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for September, 2003


E não é que…

… o Outono chegou mesmo a Lisboa?

Mar D'Outubro

Escrevo-te um dito pensando no mar.

Não vemos o mar há meses.
Passou parte da primavera, todo o verão…
Dizes-me que és uma mulher do Outono. Da beleza multicolor e fugaz do Outono.

O teu Outono faz-se olhando o Paiva do alto das encostas de Montemuro, ou então mais a baixo, no parapeito da Igreja das Siglas, encostada ao velho cipreste, cercada de carvalhos, nogueiras e castanheiros…
Mais além, salgueiros, choupos e freixos. Sempre com o correr da água, sempre com uma nova cor num último esplendor de folhas-pétalas.

Até que te despedes em zigue-zagues, debruçada na janela do carro, espreitando os rápidos do Paiva mais soluçantes e mais vivos, descobertos do véu de folhas que se dissipa num mar d’Outubro.

OooH

O Maizumpomonte avisou que o Pintainho deu o último triste piu piu. Finou-se…

Bem sei que muito poucos o lamentarão mas eu era dos que gostava do pintainho. Achava-o muito psicanalítico. Prestava um grande serviço à blogo-esfera e arredores.

” – Gosta de meu blog, não gosta?”
” – Piu.
” – O meu é muito melhor que o do JPP, não é?
” – Piu.
” – Se alterar a cor de fundo não fica muito efemininado?
” – Piu!
” – Não se importa de por um link no seu blog pois não?”
” – Piu!

Que perda…

RIP
PIU PIU

Faço minhas as suas palavras VI

Clarividência

A Catarina despediu-se de nós. Podia ter ido embora 100nada dizer…mas não!
Disse:
“Este é o último post do 100nada. Deixei de ter disponibilidade para a net como tenho vindo a fazer.
Por um lado está a vida, o meu filho, família, trabalho, amigos, livros, filmes, passeios, fins de semana. Por outro está…”
Razões mais do que suficientes para nos deixar.
Pode servir de alerta.
A net, em geral, e os Blogs, em particular, por vezes fazem-nos esquecer o essencial.
Obrigado Catarina.

in Maizumpomonte

I second that!

Um exemplo…

Enquanto cidadão, acho louvável o que vejo feito por uma secção de um partido político aqui na blogo-esfera. Não sei quem são, nem se têm facção, se são feios, se são bonitos. Pelo blogue adivinho-lhes dedicação à sua secção e aos ideais do seu partido que não exitam em debater entre si e connosco nesta esfera.
Não sou militante do PS nem de nenhum outro partido, mas sinto alguma esperança na actividade política quando acompanho com regularidade um projecto como este. Orgulhosamente do seu Partido Socialista. Para ser franco não conheço mais nenhum caso destes na blogo-esfera.

Na minha cartilha ignorante e preconceituosa que desconfio partilhar com muita gente, a militância de base é mal vista. Geralmente constituída por uns broncos tachistas e candidatos a espertos que andam por ali sem chama à procura de um eventual poleiro que lhes surja nas negociatas de um congresso, nas barricadas de uma estrada ou coisa que o valha.
Na minha cartilha ideal e sonhadora, um partido dever-se-ia fazer a começar por baixo, com estímulo intelectual e energia criadora. Devia nascer e renascer sempre pela semente, nunca a pegar de estaca.
Fraternidade, discussão, fins comuns que nunca seriam enegrecidos dia após dia por ódios de estimação, nascituros de “contagens” e “recontagens” em eleições democráticas.
Como sei que não há cartilhas escritas a tinta, balanço entre a esperança e o desespero de quem não vê nada melhor que uma democracia representativa.
O “histórico” de preconceitos que acumulei sobre as bases (e as cúpulas!), quase exclusivamente por gravidez de ouvido, mas também por contacto com os media, misturado com alguma memória do que se passa, fica algo redimido ao acompanhar gente com vontade de debater e de reflectir com mais ponderação e bom senso do que muitos que não apresentam carimbo partidário (talvez para fugirem a um estranho estigma paralizante que parece já ser considerado inelutável pelos próprios).
Espero que surjam mais projectos de interacção como o Ter Voz no PS e noutros partidos neste meio. Que acreditem nas suas capacidades e se exponham ao país mostrando o que têm de melhor, sempre com humildade, ajudando a limpar estes crescentes preconceitos sobejamente alimentados.
Se calhar a aproximação com o eleitor faz-se mais por aqui do que por qualquer reforma do sistema eleitoral.
O mal está nos partidos (e nas pessoas que têm lá dentro) quando eles próprios esquecem o porquê da sua existência e os requisitos mínimos para manterem a sua integridade e a utilidade para o país.

A IF já não é carochinha!


A celebração faz-se aqui.

O Troféu (act.)

É curioso… Depois de muitas voltas dar à mioleira (sou um bocadinho lento mas costumo chegar lá) acho que percebi um estranho comentário que está ali colado à mensagem debaixo e que foi deixado como resposta a um outro que eu próprio coloquei aqui. Agradecia eu às simpáticas palavras que lá eram dedicadas ao Adufe com um – constato agora – infeliz “:) Outro”.
Era um “:) Outro” que se seguia a “Um abraço para os dois” que era endereçado ao Adufe e ao Vento Lá Fora.
Com o que lá deixei, o que passou pelo “Cérebro de Aluguer” foi que eu estava não a enviar um abraço mas a pôr uma risca adicional na minha lista de troféus da blogo-esfera: «”:) Outro” blogue que “já cá canta”, que gosta do Adufe e di-lo aos sete ventos».
Andamos então em busca de reconhecimento e, pouco humildemente, lambuzando-nos nas cordas do sentimento que conseguimos tocar no coração dos outros? Dito assim, apesar de tudo, até não seria mau pois não? Mas de facto não foi o caso. Ainda que não seja grande pecado (um pouco irritante, talvez), não faz o meu estilo cair em Mourinhisses.
Um abraço para o Cérebro de Aluguer e para quem me ler, já agora.

Public Service

Estava a ler um post de a metamorfose, onde se tecem loas ao serviço público de rádio e televisão norte americanos (EUA) e lembrei-me da estupefacção de um professor americano (estudos de mercado) que tive a sorte de conhecer durante alguns dias de aulas ali para os lados do alto de campolide.
Para construir um exemplo concreto de Optimal Scalling resolveu pedir para qualificarmos os quatro canais portugueses de televisão em canal aberto. Lá fez o boneco no quadro e no final os jovens mestrandos (mais um mestrando dirá o anarca) votaram maioritariamente na RTP 2. Fica bem, é mais cultura e menos bolos… enfim. Fartámo-nos de enaltecer o dito canal até que alguém se desgraçou (só por acaso não fui eu).
Um dos colegas na ânsia de demonstrar a diferença da 2 explicou que é lá que passam os Simpsons! Ora bem, o prof. que até já tinha comparado aqueles elogios que tinha ouvido com os adjectivos que atribuía à PBS mudou de semblante e pôs termo de imediato ao paralelo mental que estava a tentar estabelecer entre os dois canais. “Mas o que é que vocês vêem nos Simpsons? Na América surgem junto com os Big Brother, é nesses canais que passam. Satirizar o básico com recursos básicos não faz dos Simpson uma série para a PBS”. Toma e embrulha… A PBS deve, de facto, ser de outro planeta.
Já agora, ainda vos digo que a consideração do prof. lá subiu um bocadinho quando alguns de nós o informámos com detalhes inquestionáveis que a tempos essa mesma RTP 2 passava documentários da PBS. Por falar nisso, nunca mais vi nenhum… E já lá vão quase dois anos… Será que fazem parte da “Sociedade Civil”?

Depois de todas esta lenga lenga volto a sublinhar o post do joão/metamorfose com um pequeno excerto:

Não é por acaso que a administração bush, tem tentado a todo o custo, restringir o financiamento federal a projectos públicos (comunitários) de informação.
soa familiar? pois soa! é por isso que é urgente acautelar a defesa do serviço público em portugal e não cair na tentação de afirmar que o que é privado é que é bom.

A tese

Vou seguir tentar seguir o exemplo da Bomba Inteligente e juntar o útil ao agradável. Para não abandonar por completo esta esfera, nos próximos meses vou aqui trazer algumas curiosidades colaterais que fôr apurando da tese que ando a preparar. Mais em jeito de “fait divers” do que de “faith divers” como diria um amigo meu. Infelizmente não tenho a sorte da Bomba em ver aqui a substância que me interessa discutida mas já é melhor que nada: dar em vez de receber.

Aproxima-se portanto uma enchente de curiosidades estatísticas sobre Portugal.
Em breve…

Kafka e Leonard Cohen

Deve ser o que mais voga nesta esfera (a afirmação não se baseia num estudo científico).