Desculpem voltar tão depressa ao Chinezinho Limpó-pó

Desculpem voltar tão depressa ao Chinezinho Limpó-pó ali debaixo (a questão do cumprimento do Pacto de Estabilidade) mas…

Mas reparei agora que o Abrupto trata do assunto no seu último post. E como é curto transcrevo na integra deixando um breve comentário de seguida:

A VIOLAÇÃO DO PACTO DE ESTABILIDADE PELA FRANÇA E ALEMANHA

é algo que deve ser seguido com muita atenção, porque pode mostrar como são as relações de poder na UE nos dias de hoje, marcados por uma grande retórica europeísta .

A França, que é um dos países que quer ir mais para a frente com a Constituição, de que se considera pai e mãe com a Alemanha, tem, a propósito da violação do Pacto de Estabilidade, com os seu déficit previsto e reincidente de 4% ,um discurso interno de absoluto desprezo pelo Pacto e de afirmação unilateral dos interesses franceses. O Pacto foi proposto pela Alemanha e pela França com o objectivo de condicionar os pequenos países do Sul, Portugal inclusive, que tinham imagem de “gastadores”, e podiam pôr em causa a estabilidade do euro. O Pacto prevê sanções e pesadas. Portugal foi ameaçado com elas ainda bem recentemente. Ora, não se vê que a Comissão mostre grande vontade de as aplicar à França e à Alemanha…
Isto é inadmissível. Espera-se que Portugal tenha a máxima firmeza, exigindo que, o que se aplica a Portugal, se aplica à França e à Alemanha. Se se admite a duplicidade numa matéria que não oferece qualquer ambiguidade, aceita-se a humilhação.

O preconceito que me assalta com os dados que tenho é que a solução do incumprimento português para 2003 (tal como o foi para 2002) é extraordinária, provavelmente irrepetível. Pegando no post do JPP pergunto(lhe):
Será assim tão edificante moralizar, em nome do exemplo português, perante a Alemanha e a França se estes não forem penalizados pela prevaricação que se adivinha?
Eu gostava de estar numa posição mais inequívoca de superioridade moral, com o cumprimento sustentado do PEC, antes de atirar a primeira pedra.

Quanto ao resto das contas que JPP tenta acertar com o seu post escuso-me a comentar sob pena de não ter uma resposta condigna a esta questão mais restrita que coloco. E mesmo assim aguardo com expectativa…