A cruzada da reciclagem – opinião II

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O que está em questão? A reutilização de embalagens é solução? Pagar a quem produz o lixo para o separar é exequível? Como rentabilizar o processo de reciclagem? Como aumentar os índices de lixo reciclado? O que é reciclável? O que fazer com o que não se recicla? Que experiência de reciclagem há noutros países? Da discussão entre os dois interlocutores que vos vou apresentar fiquei a saber mais um bocadinho sobre estes problemas é isso que quero aqui partilhar.

Opinião de Henrique Agostinho (resposta) a João Miguel Vaz:

Caro Rui,
Não quero entrar em polémicas.
A minha mensagem era bastante mais simples.
Os debates como o “reutilizáveis vs. recicláveis” tendem a ser estéreis. E tendem a ser estéreis porque se enredam em argumentos ora incompletos (apenas embalagens de líquidos alimentares ou apenas plástico vs. vidro), ora pouco realistas (porque os investimentos são grandes e há que rentabilizá-los).

Enfim, estes debates não ajudam, por isso, volto ao que me interessa: O importante é reciclar, o importante é conseguir a participação das populações na separação. Adorava ver mais gente interessada no “que é que se pode fazer para aumentar a participação da população”, em vez de desfocar o debate para os meandros técnico/políticos cujo resultado tende a ser o afastamento das pessoas que se sentem impotentes perante problemas tão complexos. Naquilo que é um portuguesismo clássico: “a culpa é do sistema, não há nada a fazer”.

No meio de todas as polémicas há um ponto unanime: “Separar é preciso!” Por isso, quem tiver ideias sobre como potenciar a participação das população, força, sou todo ouvidos! No que estiver ao meu alcance (e até está muita coisa, sou um afortunado) tudo farei para aumentar a participação das pessoas.

Foi o “prémio aos pais” do post original que me levou a intervir (é uma boa ideia mas, infelizmente como o Rui concordará, 2 contos por ano por família não são relevantes). Mais ideias houver: baldes, sacos, concursos, mais perto ficaremos de conseguir o nosso objectivo! Claro que a “realidade” é inimiga das boas intenções, mas isso é problema meu. A todos os interessados, e especialmente ao Adufe que em boa hora se interessou por este assunto, é só isso que se pede: “o que podemos fazer para aumentar a participação das pessoas?”

Por exemplo, quem lê o Adufe já começou a separar? Melhores cumprimentos