Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for August, 2003


Ter uma religião é um anacronismo pré-histórico ou ainda somos demasiado imperfeitos para compreender Deus?

A pergunta ali de cima é quase irrelevante, ou melhor, a sua resposta. Há um desabafo que tenho de aqui deixar nas linhas que seguem.

Que vê um agnóstico, ateu e/ou herege à sua volta que lhe leve a desejar uma aproximação à religiosidade proposta por qualquer das religiões dominantes (Judaismo/Cristianismo/Islamismo, por exemplo)?

Fui educado e admiro muito do que me propõe o cristianismo. Pratico-o inconscientemente e conscientemente de diversas formas. Em larga medida não distingo o que sigo do que vou ouvindo de outras religiões monoteistas. Mas prefiro o desconforto de não imaginar um final seguro e compensador, um sentido certo para as minhas dúvidas )ainda que esta não seja condição existencial de muitos admiráveis convertidos, felizmente). Prefiro não ter certeza quanto a um céu para o qual o caminho se faz através de uma cartilha demasiado categórica e exclusivista. Uma cartilha que ainda assim poucos seguem e reconhecem na vida mundana, pelo que vejo e conheço.
É-me cada vez mais difícil distinguir os benefícios de partilhar um credo, um livro sagrado.

Quanto mais vejo o oposto do que se professa mais me revoltam os rituais. Quem não é contra alguém? Tu que tens religião, que segues um Deus, respeitas-me? De onde me olhas?
Pensa o que dizes, ouve o que lês no teu Livro e depois olha em volta. Espero poder pedir-te isso, pelo menos.

Respeitar a vida.
Reconhecer o Amor e vivê-lo, lutar por ele sempre.
Exigir o respeito, a integridade, a honestidade.
Procurar evitar o erro, limitá-lo com a emenda.
Questionar, tentar responder.

Imagino o mundo seguindo pouco mais do que isto. Quem me nega esse direito? Onde colido com as tuas crenças? Porque não nos entendemos? Porque não podemos duvidar em conjunto? E viver, discutir, sorrir, amar, morrer?

O medo e a estupidez são de facto o maior programa de destruição em massa promovido por seres vivos. Sempre foram e continuam a ser.

Enquanto durar e até melhor esclarecimento vou seguir o meu caminho.

Bem hajam! Dizer “bem hajamâ€? é desejar-vos bem, que o bem esteja convosco, mas é também pedir-vos uma certa forma de agir, de estar, universal e irrenunciável. Como se houvesse algo além dos Deuses. Fiquem bem!

Bed time stories

Era uma vez um lider religioso da tribo xiita. O líder falava para a multidão de crentes e apelava ao respeito pelas tropas americanas que haviam eliminado a máquina que oprimia os membros da tribo. Minutos depois perecia com mais 80 dezenas de concidadãos num atentado.
No dia seguinte, enquanto em procissão se chorava a perda, os enlutados afirmavam que não se subjugariam ao invasor, que não o tolerariam.

Quem pôs a bomba senhor Poirot e porquê?

O que é a Ã?ntima Fracção? Talvez uma bela resposta ao que é a noite… Ou talvez não.

Férias II: Dia 29 de Agosto

Finalmente Monsanto. Depois de tantos anos de reverência a cada passagem entre Castelo Branco e Penamacor, finalmente Monsanto.
Sempre tive o granito por perto, mesmo aqui cerca de Lisboa. A Mãe estava lá, na figura de Sintra. Sempre gostei de escalar a serra: Santa Marta, Galeota (Sortelha a Velha), Sortelha, Estrela, São Macário, Montemuro, Penha Garcia, São Mamede, Marvão, Monchique, Monsanto…
A charneca de Namora, o rio Pônsul dos Romanos e da magnífica Egiditânea (Idanha-a-Velha), os contra fortes de Penha Garcia, as primeiras terras de Espanha, as planuras do Alentejo que de adivinham em direcção ao Rosmaninhal. A Gardunha, a Estrela. Tanto que se vê do alto de Monsanto.

E que mais tem Monsanto (em duas horas de estadia) tem a história das pedras e dos homens contada como em poucos lugares. Tem gente que se espanta a cada esquina e tem gente que se envaidece com a “Sua rua”. Senhoras de cabelos grisalhos, com ou sem Marafonas para vender, convidam-nos a descer pela sua rua. “Há que variar!”, ” Então a nossa rua não é também bonita?” perguntam-nos do alto balcão (festival de flores em pequenos canteiros) quando nos decidimos por aquela quelha. “É pois!” respondo como se o Turista fosse. O único e teimoso turista que todos os dias por ali se aventura.
Entre a Igreja e a casa de Fernando Namora ganho um Adufe, um dos autênticos de pele de porco esticada . Singelo, de poucos floreados, como sempre o imaginei e conheci desde menino. Tira verde a prender as peles, remates de trapo coloridos nos vértices, pedras e guizos no interior para convencer a bela raiana a virar costas a Castela. Soubera eu tocar! Para o ano há mais.

Férias I: Dia 19 de Agosto

Depois de uma curva apertada em direcção a Arouca na estrada Castro Daire – Castelo de Paiva:

Eucaliptos e mais eucaliptos, novas sementeiras. Ao longe imaginava vinhas novas, novos socalcos. Os perfumados da Austrália, afinal.

Outra curva apertada sempre subindo até chegar a uma curiosa terra por ter curioso nome: Pirraça:

A TSF vai avisando “as autoridade das Nações Unidas afirmam que Sérgio Vieira de Melo se encontra gravemente ferido”… De imediato lembro-me de Rabin. O baque foi parecido sem dúvida… Se fosse mais velho talvez então me lembrasse também de Sadat… Nem só o terror se alimenta de mártires.

Começa a descida, surgem as ravinas, as pontes mágicas, Arouca:

O que se vê em duas horas? Em Arouca está-se. Não a imaginava repouso dos guerreiros do Porto mas parece ser… Além de ser por si, com gente nos bancos das praças, conversando, mirando os estrangeiros. Cafezando a meio da tarde, passeando no Jardim. Onde se come um bom pão de ló? Mais além, já a sair, diz-nos a simpática funcionária dos correios que nos resolve a urgência que nos manda Lisboa.

Segue-se Castelo de Paiva, o Douro, um pulo a Entre os Rios e uma outra Marginal a juntar a tantas outras até Cinfães. Por fim, o regresso, até ao último sítio do mundo, o último a desaparecer no fim dos tempos, no alto da Serra do Montemuro. O regresso aos enigmas, às siglas misteriosas da Ermida românica do médio Paiva. O regresso à companhia das bogas, das trutas, libelinhas e alfaiates. Que belo Algarve como se entre Lagos e Sagres, sem a dúvida das ondas, com a constância da água entre o granito. Um beijo apaixonado. Uma teimosia em resgatar um momento feliz.

O Flashback

TSF

Registo de coisas más por um ouvinte:

O Flashback acabou.

O desporto em directo (no futebol) resume-se aos três grandes. Nem o Leiria na Europa entrou no orçamento…

Ora viva!

Estou a tentar pôr a escrita em dia. Foram 15 dias de ausência total destas lides (sempre por terras das Beiras).
Desde já peço desculpas pelo atraso no comentário aos comentário que foram aqui deixando mas foi por uma boa causa. Por umas serenas e bem desejadas férias saltitando de recanto em recanto junto de quem mais próximo me fala do coração. Desconfio que enchi mais um belo álbum de saborosas recordações que vão directas para a farmácia de medicamentos a usar em dias de necessidade.
Quanto ao blogue estou espantado com as visitas regulares em tempo de férias e julgo que nesse mesmo entretanto o Adufe foi referido por um bom punhado de bloggers – julgo porque o technorati depois de breves instantes onde mal entrevi as referências flipou. Lá chegaremos.
Agora se me dão licença, ainda antes de voltar às minhas palavras, vou espreitar um bocadinho das palavras dos outros. De que Agosto ou Agostos falaram?…
Até breve. E bem hajam.

Quack! I'm back!

Até mais logo à noite!

ESTOU DE FÉRIAS: Para se entreterem…

Além dos interessantíssimos posts que se amontoam lá mais em baixo [vou de férias atrás da humildade perdida :)] podem sempre estudar esta brilhante árvore pato-lógica!

Ultima nota

Só uma nota final para o Carimbo cujo regresso, depois de uma curta ausência, saúdo.
Ainda o General Silva Viegas (e para fechar da minha parte).
Julgo que os argumentos estão quase esgotados pois encontro resposta às últimas considerações do Carimbo no meu último post sobre a matéria e provavelmente o sentimento é mútuo. Mas… Por simpatia com os defeitos do Carimbo que partilho (o da teimosia) regresso à polémica General Silva Viegas (GSV) (d)enunciando hipóteses alternativas às conjecturadas pelo Carimbo. Espero que, apesar de tudo, esclareçam o que me levou a tomar a posição que tomei.
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